Queira sentar-se... Meta para final de Janeiro: Vestir um lindo vestido verde-musgo, curto, manequim 46!

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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010


Precisamos de um nome, de uma justificativa? O que fizemos de errado?




 
Linda essa gif, não?! Peguei no mundo dos gifs e achei tão linda. Me identifiquei muito com a imagem, por que será?? Não há nada de errado em ser fortinha, gordinha, gorduchinha, redondinha... Há sim... Só uma: lidar com o preconceito. Percebi que quando estamos acima do peso, além de lidar com os problemas de saúde- que vem embalado no saquinho "sobre peso"- devemos ter todo um esquema para não morrer com tantas piadas, conjecturas, humilhações, entre outros. A verdadeira aceitação não existe. Quem é rico e obeso, faz redução, lipo ou qualquer coisa do gênero que possa lhe garantir o corpo do momento. Quem é pobre, sofre. Vive com roupas largas e diz que está feliz e não precisa mudar. Ainda têm os que usam aquele chavão ridículo: " Sinal de saúde!" Acredita mesmo nisso? Nem eu.
Li relatos, muito trsites diga-se de passagem, de ótimos profissionais que não foram aceitos no mercado de trabalho por causa da sua forma física fora dos padrões da sociedade. Ontem, vi uma reportagem daquelas modelos gordinhas- lindas, todas lindas e melhor do que muitas magérrimas por aí- chamadas de Modelos Plus Size que eram fotografadas durante a entrevista com roupas adequadas ao seu tamanho- acima do 50. Ótima iniciativa.  Muitos podem dizer que esse é um sinal que a moda é para todas. Legal, né? Mas, quanto custa aquela calça jeans tamanho 44-48 -tamanho máximo padrão nas lojas mais populares. No máximo uns 80 reais. E uma calça dessas, das meninas plus size? Caríssimas. Isso é inclusão?

 

Parece lorota ou um relato indignado de alguém que está acima do peso, mais que isso, é um grito de acorda para as pessoas que não ligam para seres humanos que sofrem humilhações em lojas por não ter seu tamanho. Alguns atendentes nem dão atenção quando vêem que o manequim está acima do 50. Como se já não bastasse o caos de não passar na roleta do ônibus, de não comprar sapatos de salto, por não suportarem o peso, das dores pelo corpo, ainda ter que lidar com essa onda lindinha e ju-ru-ru de inclusão que o sistema está colocando na banca. A realidade é nua e crua, a maioria da população está acima do seu peso e é obrigada a conviver como se tivesse o corpo mais perfeito, mais Giselle Bündechen do momento. O prêmio do Miss Gordinha, acho que na Tailândia, era um cheque no valor de mais ou menos R$1.500 e produtos para emagrecer. Em Israel, a ganhadora levava um ano de academia por conta da casa. Isso é aceitação? Não, não é. Acho que as coisas só vão melhorar quando acreditarmos na beleza que cada um possui e que vai além da forma física. Pararmos com o "nádegas a declarar" e deixar o cérebro entrar em ação. Os gordinhos são inteligentes, sexys, gostosos. Aconteceu algo de errado? Fizemos algo de ruim para alguém? Precisamos mesmo estarmos sempre justificando que vamos emagrecer, que devemos emagrecer, que engordamos por isso, por aquilo... Todos devem ser aceitos da maneira que são. Sem precisar de nomes da moda para estarem nela, muito menos de justificativas. A modelo brasileira que mais ganha dinheiro no mundo, não está lá porque é do Sul do Brasil, país em desenvolvimento - Outra coisa errada, ou é ou não é e não somos desenvolvidos-. Está porque é bonita. As modelos plus size não estão porque são gordinhas, são lindas e merecem estar ali. Isso sim é caminhar para algo mais justo com todos. Sem rótulos que funcionam como um: "elas receberam esse nome porque são gordas, muito diferentes..." Nada disso. Somos porque somos. Cada um tem seu tempo, suas vontades e deviam nos deixar escolher o que queremos ser sem pedirem explicações. Eu quero emagrecer, você não? Que bom.


 


Uiii, essa é demais!
Beijos
1 Comentários

1 comentários:

Kelly Andreza disse...

Olá querida, amei seu blog. Adoro pessoas determinadas como vc. Desse jeito vc conseguirá alcançar seus objetivos. Realmente o preconceito é a pior coisa que pode existir, é uma doença, precisa ser eliminada. Já sofri muito com isso por ter sido muito magra. Mas, consegui sair da depre e dar a volta por cima. Vc também vai conseguir. Mil beijos!

Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, professora da rede Municipal de ensino da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ). Mãe da Eduarda e da Helena, minhas gêmeas,nascidas em Novembro de 2008 e da Elisa, caçulinha nascida em 24 de março deste ano -2014. .. Ficarei muito feliz em tê-los acompanhando e comentando as postagens!


oi

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