Queira sentar-se... Meta para final de Janeiro: Vestir um lindo vestido verde-musgo, curto, manequim 46!

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quinta-feira, 21 de abril de 2011


Fita-me, traspasse-me, Ama-me.



O que eu sinto é lindo. 
É inexplicável.
Beira o irreal, mas passa longe do ilusório.
Tentei de todas as maneiras encontrar-me com o equívoco, entretanto, ele fugiu de mim.
Às vezes que me dirigi ao engano, ao deparar me diante de sua casa, lia seu sútil recado - pendurado visivelmente, à altura dos olhos- com os seguintes dizeres:
'Não atenderei aos seus caprichos, idéias e encontros. Favor, não retornar!'
Contrariamente a maioria da população, eu corri do amor e me vi despreparada para esse tão sonhado momento.
Pensei  que era impossível ele ter chegado...
Ali, tão perto, puro e para mim.
Não me vi digna, não achei que merecia.  Abaixei a cabeça, desviei o olhar.

Oh! Como é triste desistirmos de nossa felicidade.
Como somos capazes de não perdoarmos a nós mesmos, quando tudo o que fizemos e tentamos fazer durante nossa dura jornada foi o bem ao próximo?
Não nos permitimos errar, mas nos condenamos à sofrer por erros que não os nossos.
Obscurecendo todos os caminhos, desligando as luzes, soprando as velas de qualquer estrada que queira nos conduzir rumo a felicidade.
Fim de linha. Não havia para onde correr, se esconder, encobrir. 
Éramos apenas nós dois. Eu e o amor.
Ele me olhava nos olhos, me desvendava. 
Como um vendaval a levantar tudo de seu lugar, ele retirou-me de mim por diversas vezes.
Fitava-me, enlaçava-me, abraçava-me, devora-me.
'Consegues respirar?' Eu o ouvia dizer.
'Então sinta-me. Cheire meu perfume.
Tenha-me ou morra'
E como deixar de respirá-lo? 
Questionava-me instantaneamente toda a vez que me fitava os olhos e me encontrava vermelha.
'Dança comigo, encoste-se, segure-me'
Não era um pedido; dotado de imperativismo nato e com tamanha sutileza ele me induzia.
Deparei-me com as canções mais belas, os giros mais soltos, os rebolados que traspassaram-me.
Jogou-se! Em meus braços. Eu o olhei... Como era lindo, como o esperei.
Não pude deixar de lembrar-me, foi como no nascimento de minhas filhas. Por tanto as esperei e elas chegaram.
Como ninei esse amor um dia, mas achei que ele havia partido.
Surpreendentemente, ele chegou.
Não se preocupou em nascer uma vez mais, ele jamais havia morrido.
Não questionou-se em como chegar, ele nunca havia saído.
Importou-se em tocar-me na veia, invadir meus pulmões e quase que, usando minhas cordas vocais, ele gritou:
'Eu estou aqui!!'

                                                        Foi assim que vi o momento em que te abracei, meu grande amor.



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Quem sou eu

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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Carioca, professora da rede Municipal de ensino da Cidade do Rio de Janeiro (PCRJ). Mãe da Eduarda e da Helena, minhas gêmeas,nascidas em Novembro de 2008 e da Elisa, caçulinha nascida em 24 de março deste ano -2014. .. Ficarei muito feliz em tê-los acompanhando e comentando as postagens!


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